5ª APO


Trabalho ministrado pelo professora Rita Rapold da disciplina Fundamentos Filosóficos e Epistemológicos da Psicologia



Resenha Crítica do Documentário “Nós que aqui estamos por vós esperamos”

Documentário desenvolvido em 1998 por Marcelo Masagão. O interessante é como um conceito domina vidas, a ponto de fazê-las darem as suas vidas por eles. O Título foi inspirado na frase existente no letreiro de um cemitério brasileiro e vem de encontro com a mensagem embutida durante o filme, de que a morte é inevitável, mas o que vale são os feitos durante a vida. Século XX marcado por guerras, atentados, suicídios, revoluções, e também pontuado por grandes conquistas como o desenvolvimento da tecnologia, a libertação e integração da mulher, pelo menos no que se diz respeito a grande repressão sofrida, como um ser incapaz, e limitada. Mulheres ganhando espaço no mercado de trabalho, na vida pessoal, enfim na liberdade de se expressar sem sofrer preconceitos. Nota-se como os grandes lances deste século que geraram grandes benefícios ou não, tiveram a importante participação de pessoas simples, com histórias que talvez nunca fossem contadas. Casos desses registrados no documentário, primeiro de um trabalhador de uma empresa automobilística que trabalhava de segunda a sábado que ganhava um salário pequeno e que nunca teve a oportunidade de adquirir um automóvel, e mesmo assim vivia a sua vida com a condição que tinha, buscando o lazer nas tardes de domingo num piquenique com um amigo.
Outro caso, de um casal que tiveram a comemoração de seu casamento às pressas porque no dia seguinte teriam que participar de uma guerra. Ela preparando a bomba, enquanto ele atirava as mesmas. Rotinas incomuns que fizeram com que as pessoas se adaptassem a elas, caso contrário, teriam as suas vidas interrompidas, então mesmo em meio à dor e angústias, elas buscavam viver da melhor maneira que podiam, desfrutando dos pequenos prazeres possíveis. Pessoas que tiveram verdadeiramente as suas vidas interrompidas nas guerras, que não tiveram nem tempo de curtirem famílias, ou sonhar com um emprego de grande potencial ou comprar aquele carro bacana, ou até mesmo ter seus próprios filhos. “Na guerra não se mata milhares de pessoas, mas matam pessoas que gostam de espaguetes, outros que são gays outros que tem uma namorada. Na guerra matam-se memórias.” Esta frase citada no documentário, nos traz a reflexão de como o egoísmo predominante, a falta de amor e solidariedade é o maior inimigo do ser humano. Como pode todos com os mesmos medos, sensações, angústias, traumas, os nossos corpos serem iguais, temos os mesmos órgãos, sangue, somos semelhantes, será que a dor só é sentida pelos menos favorecidos? Será que o sangue que escorre em uma guerra, ou em um atentado, é diferente do sangue daqueles que a comandam? Vemos pessoas serem destruídas pelo sistema, pela desigualdade, pela discriminação, pela injustiça e isso é relatado todo o tempo neste documentário. Um exemplo conflitante disso é de uma pessoa que fez um protesto contra a guerra, colocando fogo no próprio corpo em plena praça pública. A cada história de vida contada, nos deparamos com seres humanos tratados como animais, ou insetos nojentos, que não possui valor nenhum e o que é pior, massacrados por iguais, pessoas que na essência da espécie não se diferem em nada deles. As grandes conquistas e transformações geradas no século XX criaram uma expectativa durante o século anterior, de que seria o fim da desigualdade, o fim dos conflitos, pois o homem teriam mais condições e capacidades de suprirem as suas necessidades, porém encontramos o inverso, o forte e o fraco, quanto mais adquirem suprimentos, tecnologias, globalização, desenvolvimento, mais o lado poderoso quer ter poder em vez de compartilhar de forma justa com todos, eles preferem ter a pessoas sujeitas a eles o tempo todo. A religião é abordada pela busca de Deus, para acabar com os conflitos, as dores, a desigualdade. Diversas religiões que buscam encontrar a resposta de formas e conceitos totalmente diferentes, para chegar ao denominador comum. Deus. Apesar de muitos conflitos, o século XX trouxe muitos momentos de contentamentos e alegria, como o futebol, a arte, a música.   As invenções que nos trouxeram conforto e muita praticidade - a eletricidade.
E por fim as imagens do cemitério que refletia o tempo todo o fim de cada ser. Não importa idade, classe social, raça, o fim de todos sempre será a morte, e isso nos faz refletir o que seremos ou faremos enquanto temos esse fôlego de vida. E todos que já experimentaram dela estarão à espera daqueles que por ela será tragado.

 Resenha Crítica do filme “O Nome da Rosa”

O filme se passa no final do ano de 1327, em um mosteiro no norte da Itália, num período teocêntrico da idade medieval, onde a Igreja Católica administrava todo o conhecimento científico, restringindo sua exibição e até mesmo ocultando para que não conhecido e dispersado. O enredo do filme se passa na tentativa de descobrir alguns crimes dentro deste mosteiro, que foi causado pela leitura de um livro “proibido”, o qual que o lesse morria.
A igreja tinha o papel de esconder este livro sobre qualquer circunstância para que a “palavra de Deus” não fosse negada, pois tais conhecimentos trariam a clareza de algumas ideias que a Igreja fazia questão de mantê-la para dar continuidade após seus interesses, como por exemplo, a manutenção e acumulo de riquezas – tudo para a igreja e nada para os pobres.
O livro “proibido” o qual todos que o descobriam e liam morria era de Aristóteles sobre comédia, sobre a necessidade de sorrir, ação proibida pela igreja para que a palavra de Deus não seja levada na brincadeira ou que os fieis risse de Deus.
A busca pelo encontro deste livro por um dos lideres da Igreja Católica leva esse filme a um clima de suspense devido às mortes e ao conteúdo deste livro. Ao encontrá-lo os dogmas da Igreja Católica é desmentido, além de ter obtido acesso há alguns livros ocultados pela Igreja Católica.
O livro de Aristóteles sobre Comédia era tão temido e escondido pela Igreja Católica, pois levava a descoberta da verdade, o próprio filme nos traz a revelação de que não era simplesmente um livro de comédia e sim um livro de comédia deste filosofo tão renomado, o qual juntamente com Platão revoluciona o modo de pensar e buscar a verdade.
Este filme, porém é uma crítica e uma relíquia histórica por retratar este momento obscuro da Igreja Católica com a inquisição levando muitas pessoas à morte em troca da manutenção dos objetivos políticos e financeiros de um pequenino grupo.